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Uma celebração ao respeito, à fé e ao amor ao próximo marcou a Sessão Solene realizada nesta segunda-feira (29/05), no Plenário Juscelino Kubitschek, na Assembleia Legislativa de São Paulo, evento que comemorou a data de 25 de maio como o Dia Estadual da Liberdade Religiosa, que integra o Calendário Oficial do Estado, através da Lei 15.365/2014, de autoria do deputado Campos Machado, do PTB.

A Solenidade, presidida pelo deputado Cauê Macris, presidente da Assembleia Legislativa, contou com a presença de centenas de líderes religiosos de todo o Estado e ainda clérigos dos Estados Unidos, do Irã e dos Emirados Árabes. A deputada Clélia Gomes (PHS), sacerdotisa de religião de matriz africana, fez parte da mesa de honra e destacou:

 

"Nossa religião pratica o verbo mais lindo que existe: o verbo respeitar. Sou uma Yalorixá e tenho que pregar a paz e o respeito". A deputada relatou, ainda, um grave caso de agressão, ocorrido num templo de Umbanda, no último domingo. Contou que quatro pessoas foram esfaqueadas dento do terreiro, por um vizinho ao local que estava enfurecido. "Tivemos dificuldades de registrar a ocorrência pela internet, pois crimes e violência e intolerância religiosa não tem um tratamento específico dentro do sistema de Segurança Pública", contou a deputada.

 

O pastor Edmar Ribeiro, da Assembleia de Deus, PhD em Ciências da Religião, falou em nome das igrejas evangélicas e destacou que "o Brasil tem a liberdade religiosa como garantia constitucional e, seu quero a liberdade para pregar o Evangelho, devo admitir que todas as outras religiões precisam ter garantida essa mesma liberdade". O pastor Edmar destacou, ainda, que " o homem tem a sua liberdade, a partir do momento que ele, de fato, tem a liberdade para escolher o seu credo religioso a seguir".

 

O Dr. Alcides Coimbra, secretário-executivo no Brasil do IRLA, International Religious Liberty Association, a mais antiga instituição defensora da liberdade religiosa no mundo, fundada em 1893, no Estado Unidos, destacou a luta incessante do deputado Campos Machado, que há duas décadas tem defendido o direito ao culto a todos os cidadãos. "Queremos expressar a nossa gratidão ao deputado Campos Machado, pela tão profícua vida dedicada às causas tão nobres e a liberdade religiosa que ele tem defendido nesta Casa de Leis", disse o doutor Alcides Coimbra.

 

​O Babalorixá, Pai Tinho de D'Odé, destacou o diálogo como elemento fundamental para o entendimento: "Nós temos a responsabilidade e a civilidade de fazer com que o diálogo avance significativamente e, o deputado Campos Machado, tem sido a nossa voz nesta Assembleia. Agora nós temos a responsabilidade de levar para fora desta Casa de Leis este diálogo", disse o sacerdote.

 

O secretário-adjunto da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Luiz Souto Madureira, representou o governador Geraldo Alckmin, e destacou que "a Secretaria da Justiça está de portas abertas para dar sequência a esses atos pela paz, pois assim, alcançaremos o amor, a fraternidade e a união".

O Sheik Iraniano, Abdal Malik Motivoli, representado o Islã, falou da importância desta Sessão Solene e destacou a paz como prioridade para todas as religiões.

 

O deputado Campos Machado, proponente da Sessão Solene e uma das autoridades mais empenhadas na defesa da Liberdade Religiosa no Brasil, recebeu o Diploma Honorífico do Colegiado de defensores da liberdade Religiosa do Estado de São Paulo e do comitê da Sociedade Civil, como Atalaia da Liberdade Religiosa, por ser um paradigma na defesa, proteção e promoção da Liberdade Religiosa para todos.

 

"Campos Machado destacou que "vale a pena lutar por aquilo que nós acreditamos" e "a Liberdade Religiosa é perceber que todas nossas diferenças nos unem quando há amor, esperança e respeito".

 

Durante a solenidade, líderes religiosos, que têm pautado seus trabalhos plantando as sementes do amor e do respeito ao próximo, respeitando todas as diferenças e buscando o bem comum, receberam um Diploma e uma Medalha Comemorativa ao Dia 25 De Maio, Dia da Liberdade Religiosa no Estado de São Paulo.

 

Conheça os homenageados e uma breve história de cada um deles:

 

HOMENAGENS

 

01 - Professora Vânia Maria da Silva Soares, Gestora do Fórum Inter-Religioso por uma Cultura de Paz e Liberdade de Crença.

 

02 – Babalorixá Francisco de Osun (Pai Francisco), Sacerdote de Matriz Africana, Candomblecista, O baiano Pai Francisco chegou a São Paulo num dia de Carnaval de 1977, Presidente do Ilê Asé Iyá Ósún, Situado no Bairro da Bela Vista e responsável religioso da escola de samba Vai-Vai, Vice-Presidente do Instituto Mahatma Gandhi (Imag) e tem pautado a sua vida para preservar o Direito de Liberdade Religiosa.

 

03 – Rabino Gilberto Ventura – Rabino, membro da comissão inter-religiosa municipal. Ativista social, membro da banda S. da Paz. Professor e Recentemente nomeado pelo ISAS como seu representante no Brasil.

 

04 – Mae Ada de Omolu – Adamaris Sá Oliveira, Sacerdotiza de Matriz Africana, Candomblecista, Ialorixa e Presidente do Ilé Asé Olualaiê Omodé Okunrin Efon, a mais antiga Ialorixa no Estado de São Paulo. Tendo Casa de Candomblé no bairro da Vila Mazzei, Zona Norte de São Paulo e 55 anos de iniciação no Candomblé.

 

05 – Pastor Rubens – Pastor da Assembleia de Deus Ministério Belém e tem desenvolvido diversos trabalhos de recuperação de dependentes químicos em São Paulo e Interior de São Paulo.

 

06 – Mãe Cidinha – Aparecida Ribeiro de Jesus Norberto – Dirigente espirtual do Centro de Umbanda Tupã Oca do Caboclo Tupiniquim –Casa Tradicional situada na Casa Verde Bairro de São Paulo, com 54 Anos de Fundação e Uma vida de Luta contra a Intolerância Religiosa em São Paulo.

 

07 – Pastor Domingos de Souza – Presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia, é formado em Teologia e Administração. Atuou em diversos setores da Igreja Adventista, tais como diretor interno do Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus São Paulo, pastor distrital, presidente da Associação Paulista Sul, sede administrativa adventista para o Sul da cidade de São Paulo. E desde 2004 exerce a função de presidente da UCB.

 

08 - Guerreiros do Axé – É um Movimento Pioneiro de Mobilização, Conscientização, Organização, Legalização e Participação Política. Na luta contra a Intolerância, Racismo e Preconceito Religioso e de Liberdade Religiosa em São Paulo.

 

09 – CENTRO ESPÍRITA PERSEVERANÇA – Dona Guimar - D. Guiomar de Oliveira Albanesi abre um pequeno salão para atender as pessoas que a procuravam em sua casa, o que não era apropriado. Os trabalhos espirituais iniciaram-se em 1960, oficializando-se como Centro Espírita Perseverança em 1964. A partir daí, entendendo a necessidade da população carente da comunidade, Dona Guiomar fundou o Clube de Mães Lírios do Vale, oferecendo cursos profissionalizantes e em 1972 é criado o Serviço Social Perseverança (atual Centro Sócio educativo Perseverança), que hoje atende a aproximadamente de 2000 crianças em total gratuidade, distribuídas em 3 creches para crianças de 0 a 5 anos e 4 CCAs para crianças de 6 a 15 anos. Hoje vemos a sociedade preocupada com as questões sociais, surgindo ONG's, entidades assistenciais e uma forte tendência de se institucionalizar este movimento de ajuda, o que já era parte integrante da vida de Dona Guiomar na década de 60.

10 – Sheik Rodrigo Jalloul – Graduado em Teologia Islâmica pela universidade Al -Mustafa em Qom no Iran, Primeiro sheik brasileiro especializado, Ex-presidente da fundação Amigos do Islã na cidade de Qom no Irã, Palestrante sobre assuntos ligados ao Oriente Médio e Religião Islâmica.

 

11 – Pai Lauro de Oxum – Dirigente da N´zo Dandalunda, Templo de Religião de Matriz Africana Candomblé Nação de Angola Muxi kongo, Membro Titular da Pastoral Inter-religiosa da Paróquia Nossa Senhora Aparecida em Franca/SP.

 

12 - Evandro Fernandes de Ogum – Presidente do Instituto Cultural Confraria dos Pretos Velhos de Umbanda Sacerdote Umbandista, Palestrante, Fundador e Dirigente Espiritual da Tenda de Umbanda Pai Joaquim D´Angola e Exú Tiriri (TUPJAET), Membro Titular do Fórum Inter-Religioso para uma Cultura de Paz e Liberdade de Crença do Estado de São Paulo (Limeira).

 

13 – Frei Alain André Henri Hévin – Nasceu na França em 1937, foi ordenado em setembro de 1966 e chegou ao Brasil em 1968. É provincial, eleito pela quarta vez, da Terceira Ordem Regular de São Francisco. Em 2016, completou 50 anos de Sacerdócio, é com certeza o Pastor símbolo e marcante da comunidade do Sumaré-SP.

 

14 - Rita de Cássia Fondello Santos (Mam'etu YADEMAZA), Mãe da Casa "Nzo ia Nkise Muxima Ndandalunda Kessimbi" e da Comissão de Intolerância Religiosa de Piracicaba e Região, é Tese em diversas trabalhos acadêmicos. Representa como colaboradora do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra- Conepir.

 

15 - Yalorixá Angela D'Oyá -, Ângela Maria Antonio, Sacerdotisa de Matriz Africana, Candomblecista, Yalorixa do Ilê Orixá Onira Solá, situada na Vila Ede, Zona Norte de São Paulo, com mais de 30 Anos de Vida Religiosa tem pautado a sua vida Contra todo tipo de Intolerância, principalmente Religiosa.

16 - Babalorixá Luiz de Yemonjá – Luiz Menezes Ketzenstein , é Sacerdote de Matriz Africana, Candomblecista, Babalorixá do Ilê Orixá Ogun Naruê, situado no município de Capivari, Rio de Janeiro, com ramificações em vários Estados do Pais e principalmente em São Paulo , com 53 anos de Vida Religiosa.

 

17 - Pai Milton Aguirre - Vindo de família de umbandistas. Nascido em 11 de Setembro de 1932, na cidade de São Paulo-SP, Foi iniciado na Umbanda há mais de 60 anos. Fundador do Fórum Inter-Religioso para uma Cultura de Paz e Liberdade Religiosa da Secretaria de Justiça de São Paulo. Fundador do Fórum da Secretaria Municipal de Direitos Humanos é extremamente engajado e atuante na defesa da liberdade religiosa. Fundador do Comitê Municipal de Liberdade de Crença e Cultura de Paz - COMPASP do Município de São Paulo. É Presidente e Fundador do Superior Órgão de Umbanda. Durante a década de 1950 e 1960 havia uma grande perseguição contra a Umbanda e o Candomblé. E nesse período o Pai Milton Aguirre foi da Guarda Civil de São Paulo. Ele foi a pessoa que fazia guarda e plantão nas portas dos terreiros para conversar com a polícia, caso eles aparecessem, para que os terreiros não fossem invadidos.

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