CEO do Projeto Mulheres inspiradoras e empresária defende maior liberdade e menor burocracia como forma de combate ao desemprego

 

MarleneCamposMachado

 

A empresária Marlene Campos Machado, presidente do PTB Mulher, comentou, nesta segunda-feira (01/05/2017), desafios do Brasil que 'comemora' primeiro de maio com a triste marca de 14,18 milhões de pessoas desempregadas, cuja pesquisa PNAD do IBGE aponta que apenas 22 de 100 pessoas em idade ativa estão empregadas com carteira assinada e os demais índices de liberdade econômica colocam o Brasil como um dos países mais fechados do mundo.

 

Desemprego

“Acredito que seja o momento de pensarmos em criar condições para que haja aumento da produtividade no Brasil, é hora de rever o excesso de burocracia, impostos e rigidez, pois ainda estamos dentre os países mais fechados do mundo”, afirma Marlene.

 

No índice de liberdade econômica, medido pelo Heritage Foundation, que mede diversas variáveis como liberdade para fazer negócios, no mercado de trabalho e gastos governamentais, o Brasil aparece com um dos países menos livres, conforme apontou Marlene. O mesmo cenário é indicado pelo relatório Doing Bussiness do Banco mundial que indica, por exemplo, que o país gasta 2600 horas/ano de trabalho só para pagar impostos.

 

Gráfico

 

"É um tempo considerável que é perdido: para pagar impostos, para abertura de empresas, para concessão de alvarás e há pouca liberdade nas relações de trabalho, conforme avaliam alguns índices [...] é preciso pensar que o país precisa olhar para essas questões, pois precisamos gerar empregos", explica Marlene.

 

Marlene, que é diretora-executiva do PMI( Projeto Mulheres Inspiradoras), citou que o número desempregados somados ao de trabalhadores subutilizados é alto e que isso tem afetado mais as mulheres.

 

“São mais de 24 milhões de pessoas desempregadas ou sub-ocupadas, sendo que elas estão 28% mais afetadas pelo desemprego do que os homens [10,7% entre homens e 13,8 entre mulheres] e estão 8 pontos percentuais a frente deles em relação anos de estudo, segundo a Pnad do IBGE”, destaca.

 

Para a empresária, apesar do momento crítico, é preciso perceber o momento de mudança: “Temos que olhar com atenção e responsabilidade esse debate sobre a questão trabalhista e pensar como fazer para nosso país volte a crescer ... é um dia do trabalho em que só 22% das pessoas com idade ativa estão empregados com carteira assinada”.

 

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Trabalho

 

 

 

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