Contar histórias é parte fundamental da criação de nossos filhos e uma maneira indispensável de perpetuarmos nossa cultura através de muitas gerações. Hoje, dia 22 de agosto, é o dia do Folclore, mas, nem tudo é folclore.

 

Para ser considerada uma legítima representação folclórica, é necessário que a história tenha origem anônima, seja antiga e popular, tradicional numa determinada região e tenha se espalhado por meio da transmissão oral, o famoso “boca a boca”.

 

Assim, em nossa cultura popular brasileira, temos muitos personagens e histórias que resgatam costumes, tradições e hábitos de nosso vasto país. Conheça aqui um pouquinho mais sobre alguns deles:

 

Curupira

Curupira

  É um anão forte e ágil de cabelos ruivos, protetor das florestas, que mora na mata e vive  fazendo  travessuras. Uma  das  principais características do curupira é possuir os pés virados  para trás.  

 

  Dessa  forma, ao caminhar, o curupira consegue enganar alguém que pretenda segui-lo  olhando  para suas  pegadas, principalmente se for um destruidor das matas e florestas. 

 

  O perseguidor pensará sempre  que ele foi à direção contrária. A lenda é tão antiga que há      registros  do Padre José Anchieta falando  dele como “o demônio que acomete os índios”.

 

   

Lobisomem

Lobisomem

 

Esta criatura é conhecida mundialmente, por ser uma mistura de lobo com homem, que se transforma nas noites de lua cheia em uma criatura feroz, por conta de um castigo divino, e está condenado a essa transformação até o final de sua vida.

 

Ao amanhecer, a criatura torna às suas características de homem. Para combater o lobisomem, segundo a lenda, o indivíduo deve atingi-lo com objetos e balas feitos de prata ou fogo.

 

 

Mula sem cabeça

 Mula sem cabeça

Esta é uma lenda que teve sua origem nos povos da Península Ibérica, trazida pelos portugueses e espanhóis. A mula sem cabeça é uma burrinha de cor preta e marrom, que em lugar da cabeça possui uma tocha de fogo, ferraduras de aço ou prata e relincha tão alto que se escuta a muitos metros de distância.

 

É comum também ouvi-la soluçar como um ser humano. Conta-se que, se uma mulher dormir com o namorado antes do casamento pode ser enfeitiçada e virar uma mula sem cabeça.

 

Saci Pererê

saci pererê

Esta talvez seja a figura mais conhecida de nosso folclore caracterizada por um menino negro de uma perna só, travesso e que fuma cachimbo, e que usa uma carapuça vermelha que lhe concede poderes mágicos.

 

A lenda tem origem nas tribos indígenas do sul do país e era retratado como um personagem negro que possuía duas pernas e um rabo, mas sob a influência da cultura africana, acredita-se que ele perdeu uma das pernas jogando capoeira.

 

Ele se diverte com travessuras, como trançar os cabelos dos animais, sumir com objetos, trocar o sal pelo açúcar na cozinha, mas, além disso, é o guardião das ervas e plantas medicinais. Dizem que quando um Saci morre se torna um cogumelo venenoso.

 

 

Boto Rosa

 

Boto Rosa

Esta é uma lenda indígena da região amazônica que diz que um golfinho cor-de-rosa se transforma num jovem belo e elegante nas noites de lua cheia, e geralmente aparece com mais frequência durante as Festas Juninas.

 

Ele se veste de branco, com um grande chapéu, é comunicativo e conquistador.

 

O boto escolhe a moça mais bonita da festa e a leva para o fundo do rio, engravidando-a e, depois, abandonando-a.

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