Com base nos dados da OMS, Marlene Campos Machado calcula que o Brasil reduziu 63% as mortalidade materna nos últimos 25 anos.

 

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Especialista e ativista em assuntos voltados para causa feminina, a diretora-executiva do PMI, Projeto Mulheres Inspiradoras, Marlene Campos Machado, aponta redução significativa da mortalidade materna nos últimos anos, ao analisar o World Health Statistics 2017, da Organização Mundial da Saúde.

 

Em pleno 28 de maio, data reconhecida mundialmente como marco internacional de luta pela saúde feminina, Marlene ressaltou que é preciso reconhecer os avanços nas políticas voltadas para a saúde da mulher:

 

“Apesar de ser um problema complexo e de ainda estarmos longe do que se considera ideal, o Brasil reduziu em 63% a mortalidade materna de 1990 a 2016, passando de 120 para 44 óbitos por 100 mil nascidos vivos atualmente”, afirmou Marlene.

 

E completou: “a meta da pesquisa World Health Statistics 2017, da Organização Mundial da Saúde, é que o índice de óbitos por complicações maternas no mundo caia para 70 mortes por 100 mil nascidos vivos; ou seja, o Brasil em 2017 já está 37% abaixo da média mundial de mortes que a OMS deseja alcançar em 2030”.

 

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No entanto, Marlene destaca que de acordo com o PMI e com base nos dados da OMS e do Data Sus, apesar desse grande avanço, o Brasil ainda está longe do ideal, calculado em 20 ou menos mortes a cada 100 mil nascidos vivos e apontou outras questões relevantes voltadas para saúde da mulher.

 

Segundo ela, “essa evolução vivenciamos em nosso país serve como mensagem de esperança, de que temos condições de promover políticas públicas de saúde para a mulher com qualidade, mas sem nos esquecermos que o ideal ainda está longe e que ainda cerca de 830 mulheres morrem todos os dias no país por conta de complicações na gravidez ou no parto, isso representa quase 300 mil mortes por ano, segundo o Data Sus”.

 

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Marlene também comentou sobre o fato da hipertensão acometer mais as mulheres e sobre a necessidade do incentivo à promoção de debates sobre a saúde feminina como incentivo à práticas de prevenção.

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