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Levantamento preliminar realizado pela Monitorleg Comunicação Legislativa mostra que a representação do estado de São Paulo na Câmara dos Deputados poderá ter a menor taxa de renovação desde a redemocratização. O índice deve variar entre 32% e 42%, sendo similar ao das eleições em 2002, quando a renovação de cadeiras no legislativo federal atingia 41,4%. Marlene se destaca em quarta posição na coligação . 

 

As análises mostram que dos atuais 70 deputados federais que compõem a bancada paulista, aproximadamente 85% disputam à reeleição. E destes, entre 68% e 81% devem se reeleger. A renovação por candidatos que nunca ocuparam cargos públicos deve ficar entre 7 e 11 cadeiras, das 70 disponíveis para os deputados paulistas, em Brasília.

 

Representação feminina no poder

 

Ao avaliarem as 17 siglas que possuem representação na bancada paulista, apenas três mostraram tendência de crescimento na renovação à Câmara dos Deputados: PSL, PRB e PTB. Na representação feminina, somente três candidatas têm possibilidades altas de irem a Brasília, segundo os cálculos.

 

Na relação dos candidatos mais competitivos, o prognóstico de distribuição de cadeiras da coligação PSB/PSC/PPS/PTB mostra que Marlene Campos Machado (PTB) é aquarta mais bem avaliada pela coligação do candidato a governador Márcio França (PSB) e a única mulher entre os oito primeiros colocados, com grandes chances de conseguir uma vaga na Câmara Federal. Cogitada anteriormente como vice, na chapa de França, agora Marlene disputará vaga em Brasília.

 

"Os partidos precisam começar a enxergar as mulheres como força política. Somos mais da metade dos eleitores no Brasil e é por isso que o sistema atual precisa passar por uma reforma estrutural, a favor da inserção de novas lideranças", comenta Marlene Campos Machado, também presidente nacional do PTB Mulher, um movimento que conta com mais de 550 mil mulheres filiadas em todo o país.

 

Últimas eleições: só 5% das mulheres foram eleitas

 

Outro estudo mostra a fundo o problema do nascimento de novas lideranças femininas no Brasil. O Ranking sobre a Presença Feminina no Parlamento – organizado pelo Projeto Mulheres Inspiradoras– mostra que o país está, atualmente, 28% abaixo da média mundial, se compararmos com os índices de 1990.

 

Com base nos dados do Banco Mundial, o ranking coloca o Brasil na 115ª posição entre 138 países e indica que 95,8% das mulheres candidatas entre 2014 e 2016 não foram eleitas.Nas últimas eleições para vereadoras, a média percentual de candidatas com menos de dez votos nominais foi de 34,70%.

 

Realidade constrangedora

 

Outra ativista pela presença das mulheres na política, a empresária Cristina Roberto comenta sobre o atraso político no Brasil. 

 

Nossa representação é nada menos do que a metade da representação feminina na Arábia Saudita (20,3%), país onde a mulher conquistou o direito de dirigir recentemente e ainda usa véu e burca. Estamos atrás, muito atrás de Ruanda, país com maior representação de mulheres no Parlamento, com 61,3%, do segundo lugar, a Bolívia (53,1%) e de Cuba (48,9%), o terceiro colocado no ranking”.

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