Estudo com base do Banco Mundial estima 15 legislaturas para mulheres ocuparem metade das cadeiras da Câmara Federal.

 

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O Ranking Nacional de Presença Feminina no Parlamento 2017, produzido pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI) e divulgado nesta quinta-feira 30/03, calcula que a participação feminina na política cresceu em média de 2,7% ao ano no Brasil entre 1997 e 2017. Isso significa que, nesse ritmo, o país chegaria a ter 257 cadeiras na Câmara Federal (50%) ocupada por mulheres apenas em 2080.

 

Para Marlene Campos Machado, diretora-executiva do Projeto "o incentivo no ambiente político muitas vezes ainda é abaixo do necessário, basta observar que, em média, mais de 90% das candidatas nas últimas eleições ao legislativo no país não se elegeram" [...] "nosso objetivo é contribuir para a sociedade debata reformas estruturais no sistema político para assim impulsionar o surgimento de novas lideranças, essencialmente femininas que são maioria da população", afirma a ativista que também coordenou todas as alas femininas dos partidos políticos na campanha 'Mais Mulheres na Política', responsável pela formulação da PEC 98/2015 do Senado Federal.

 

Dividido em duas partes: Mundo e Nacional, o estudo coloca como o Brasil está em relação a demais outros países, o quanto o país evoluiu nesse quesito, a influência das cotas ou cláusulas de gênero como estão as regiões e estados do país no quesito candidatas, eleitas e não eleitas com zero ou poucos votos.

Com a base de dados do Banco Mundial e TSE, o estudo PMI analisou candidatas, eleitas e não eleitas aos cargos de Senadora, Deputadas Federais, Estaduais e Distritais e Vereadoras em 2014 e 2016 e criou o Ranking por regiões nacionais, por estados e municípios e Ranking internacional com 138 países.

 

O estudo aponta ainda que mais de 40% das mulheres que se candidatas ao legislativo municipal nos Estados da Bahia, Paraíba e Alagoas tiveram menos 10 votos nominais cada.

 

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